Pesquisa

Pesquisas Desenvolvidas

2018: Educação à Distância e a Inclusão de jovens e adultos apenados no Ensino Superior: A experiência do IFRN.

O Projeto abordou a temática da Inclusão de Jovens e Adultos apenados no Ensino Superior tendo a Educação à Distância como modalidade de ensino e o IFRN como Instituição formadora. O estudo objetivou historiar/registrar esse processo e responder algumas questões: como o processo foi desencadeado na Instituição? De que forma os alunos têm acesso as aulas e materiais? Quais dificuldades são encontradas para que o processo ensino aprendizagem sejam efetivados? Que contribuições essa experiência traz para Educação Prisional?. Entendemos que o projeto teve um importante papel de mapear a ação que começou a ser desenvolvida no período letivo de  2017.2 na Instituição,  bem como, contribuiu para pesquisas que têm como facetas a EJA, a EAD e a Educação Prisional.

2019: Privados de liberdade no Ensino Superior a Distância no IFRN: que práticas pedagógicas?

A pesquisa objetivou analisar/refletir acerca das práticas desenvolvidas na esfera da inclusão de alunos privados de liberdade noEnsino Superior a Distância no IFRN. Complementada por um aprofundamento teórico, a pesquisa refletiu tanto sobre as estratégias institucionais para a efetivação da oferta, quanto acerca das representações dos alunos sobre a experiência de acesso à educação superior na condição de privação de liberdade. Com este estudo, buscamos oferecer ao IFRN/Campus de Educação a Distância, mecanismos que colaborem com a regulamentação legal do ensino a pessoas privadas de liberdade, com reconstruções de políticas e práticas pedagógicas pautadas na ideia de inclusão que se mostrou, com essa oferta, um dos seus maiores desafios. Fizemos entrevistas com a equipe envolvida no processo, com alunos do sistema prisional e uma análise qualitativa dos dados encontrados.

2020: Perspectivas de discentes privados de liberdade: Uma análise sobre o que pensam e o que dizem esses alunos.

O presente projeto propõs uma investigação acerca das perspectivas de discentes privados de liberdade incluídos na Educação Superior a distância do IFRN. A pesquisa trabalhou com o lugar de fala desses alunos, de modo a construir uma narrativa desses sujeitos acerca de suas trajetórias de vida escolar, as estratégias criadas para estudar dentro dos espaços prisionais. Assim, o projeto teve um caráter investigativo/exploratório, mas também contribuiu para a visualização de um quadro que nos apresente um caminho possível para inclusão de jovens e adultos apenados no processo educativo por meio da Educação a Distância. A “Cela de aula”, como nos diz Leme (2007), é um lugar ainda pouco investigado, assim é um lugar com muitas perguntas que aguardam respostas. Apesar de todo os cenários de desalentos, outros fins podem ser pensados/sonhados.

2021: O chão das celas de aula e as relações de gênero nos espaços formativos de mulheres privadas de liberdade.

A pesquisa em desenvolvimento em 2021 propõe a realização de uma investigação acerca do processo formativo, vivenciado por mulheres em privação de liberdade, na educação prisional. Tem como foco especial um grupo de estudantes da educação superior do IFRN e também detentas da Educação de Jovens e Adultos em cumprimento de pena no regime fechado na Penitenciária Agrícola Dr. Mário Negócio – CPEAM, na cidade de Mossoró. O universo pesquisado se restringirá a 10 estudantes, sendo três delas da educação superior a distância do IFRN e sete da educação de jovens e adultos oferecida na unidade prisional. Neste estudo, entrevistaremos mulheres que cumprem suas penas tendo acesso à assistência educacional oferecida na penitenciária e buscaremos conhecer os maiores desafios para o acesso, permanência e conclusão dos estudos na prisão. A fim de cumprirmos com a investigação, de caráter investigativo/exploratório, adotaremos a abordagem da pesquisa qualitativa usando a metodologia do estudo de caso, tendo como ferramentas de coleta de dados as entrevistas semiestruturadas. Para ancorar a metodologia da pesquisa, recorreremos aos estudos de Gil (2007). A pesquisa terá o aporte teórico dos estudos de Onofre (2009), Queiroz (2015), Davis (2018), Lawal (2018),  dentre outros autores. Com este estudo, buscamos dar luz às questões referentes às diferenças de gênero expressas no cumprimento das penas e no acesso à assistência educacional, e promover reflexões que contribuam com a minoração de desigualdades de gênero e que promovam acesso horizontal às políticas de reinserção social nos espaços de privação de liberdade no Rio Grande do Norte e no Brasil.

2022: Mulheres egressas do sistema prisional e sua reinserção social: o que pensam as alunas do projeto alvorada?

O projeto propõe a realização de uma investigação sobre o processo de reinserção social de mulheres egressas do sistema prisional, objetivando conhecer os maiores desafios enfrentados por elas no reencontro com o sistema social e as contribuições do Projeto Alvorada para sua reinserção. Neste ano, o Campus Avançado Natal – Zona Leste, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte –IFRN, desenvolverá um projeto de inclusão social e produtiva para mulheres egressas do sistema prisional na Região Metropolitana de Natalense (Projeto Alvorada), que capacitará 20 mulheres egressas do sistema prisional do Rio Grande do Norte para promover a inclusão social e inserção dessas mulheres no mercado de trabalho. Neste estudo, as 20 alunas que participam do projeto estarão atuando também como colaboradoras da investigação, trazendo, a partir do seu lugar de fala, os desafios enfrentados por elas no reencontro com o sistema social e também dizer as contribuições ou não do Projeto Alvorada para sua reinserção. A pesquisa tem caráter investigativo/exploratório e, nela, adotaremos a abordagem qualitativa, usando a metodologia do estudo de caso, tendo como ferramentas de coleta de dados as entrevistas semiestruturadas. Para ancorar a metodologia da pesquisa, recorreremos aos estudos de Gil (2007). A pesquisa terá o aporte teórico dos estudos de Onofre (2009), Queiroz (2015), Davis (2018), Lawal (2018), De Vitto e Daufemback (2018), dentre outros autores. Com este estudo, intencionamos apresentar as dificuldades enfrentadas por mulheres egressas do sistema prisional no seu retorno à vida social, bem como evidenciar a importância de políticas públicas para atendimento a essas mulheres.

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